12 lições que Guy Kawasaki aprendeu com Steve Jobs :)

by mingoto

Guy Kawasaki é uma dessas pessoas que sempre terá seu nome associado à Apple, por ter sido um dos principais propagadores do Macintosh durante anos — e o nome dele, vira e mexe, aparece por aqui.

Diante disso, é evidente que ele prestaria sua homenagem a Steve Jobs, até porque, ao contrário da maioria das pessoas que fizeram isso nesta semana [1, 2, 3, 4], Kawasaki trabalhou na Maçã e conviveu com Jobs.

E que homenagem! Num post interessantíssimo publicado no Google+, ele fala sobre as 12 lições que aprendeu com o ex-CEO da Apple e nos dá uma visão bastante completa do jeito Jobsiano de trabalhar.

Vale demais a pena conferir o texto completo, mas aqui destacamos os principais pontos:

Experts não sabem de nada: “Experts — jornalistas, analistas, consultores, banqueiros e gurus não conseguem ‘fazer’, então eles ‘aconselham’. […] Ouça o que experts têm a dizer, mas nem sempre preste atenção a eles.”
Os clientes não podem te dizer o que eles precisam: “Se você perguntar o que os clientes querem, eles vão dizer ‘Melhor, mais rápido e mais barato’ — isto é, uma mesmice melhorada, e não mudança revolucionária.”
Salte para a próxima curva: “Grandes vitórias vêm quando você vai além da mesmice melhorada.”
Os maiores desafios dão origem aos melhores trabalhos: “Eu e empregados da Apple antes e depois de mim demos o nosso melhor porque tínhamos que fazer o melhor trabalho possível para superar os maiores desafios.”
O design conta: “Steve deixava as pessoas doidas com seus pedidos de design […]. Steve era um perfeccionista desses — um perfeccionista Além da Cúpula do Trovão — e ele estava certo.”
Gráficos e fontes grandes não têm erro: “Dê uma olhada nos slides do Steve. […] Olhe para os slides de outros apresentadores de tecnologia.”
Mudar de idea é um sinal de inteligência: “Quando a Apple vendeu o iPhone pela primeira vez não havia algo como apps. […] [Web] apps no Safari era a única saída até seis meses depois, quando Steve decidiu, ou alguém o convenceu de que apps era a rota a se seguir.”
“Valor” é algo diferente de “preço”: “Preço não é tudo o que importa — o que é importante, pelo menos para algumas pessoas, é o valor. E valor leva em conta o treinamento, o suporte e a alegria intrínseca de usar as melhores ferramentas que há.”
Jogadores nível A contratam jogadores nível A+: “É evidente, porém, que jogadores nível B contratam jogadores nível C […] para se sentirem superiores a eles. Se você começar a contratar jogadores de nível B, espere pelo que Steve chamava de ‘explosão de palhaços’ na sua organização.”
CEOs de verdade demonstram: “[…] por que é que tantos CEOs chamam o vice-presidente de engenharia para fazer o demo de um produto? […] É mais provável que seja porque o CEO não entende o que a companhia dele faz bem o bastante para conseguir explicar. O quão patético é isso?”
CEOs de verdade vendem: “Mesmo com todo o seu perfeccionismo, Steve conseguia vender. […] A Apple é uma empresa centrada em engenharia, não uma centrada em pesquisa.”
Marketing se resume a prover um valor único: “[…] o iPod era único e valioso porque ele era a única forma de baixar músicas das seis maiores gravadoras de forma legal, barata e fácil.”
Bônus! Algumas coisas, é preciso crer para ver: “Quando você está saltando curvas, desafiando ou ignorando experts, encarando grandes desafios, se debruçando sobre design e pondo foco em valor único, você precisa convencer as pessoas a acreditar no que você acredita para que seus esforços gerem frutos. […] Nem todo mundo vai acreditar — mas tudo bem. O ponto inicial da mudança, porém, é fazer algumas poucas cabeças mudarem de ideia. Essa é a maior lição de todas que aprendi com o Steve.”
Dessas lições, eu diria que a que mais me afetou foi a de saltar para a próxima curva. Quando vi pela primeira vez um MacBook Air saindo de um envelope, eu percebi que havia algo de especial na Apple: como é que nenhuma dessas fabricantes de PCs danadonas conseguia fazer algo como aquele notebook finíssimo? E como é que elas ainda não conseguem? Hoje a resposta me é bem evidente: enquanto todo mundo em campo se preocupava em correr para onde a bola estava num dado momento, Jobs corria para onde a bola ia estar. E como ele sabia aonde ela estaria? Simples: ele era o único que chutava pro gol, enquanto todo mundo se contentava com o meio de campo.

Qual dessas lições você acha que foi a mais importante? Há alguma que você gostaria de acrescentar?🙂